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Mão

Mão que em tudo tocas

fazes tudo que te pedimos.

Já da tua limpeza

não posso dizer tanto

por mais que te lave.

Pois é sempre a mesma mão

que bolina e acaricia

prepara a comida e se limpa.

Mão

sempre a mesma a executar:

sentença de morte e

do ventre a libertar

a vida que nasce.


Às vezes tão vilipendiada

outras vezes

nossa escala de redenção.


Mão que afaga

mão que espanca

mão que tira e que dá.

Mão que eleva e diminui.

Escrava cega de nossas paixões.


Que tens a ver conosco?

Conservas

não obstante

a dignidade da serva

calada e terna

ainda quando te enfiemos

na merda.


Não tens do que te envergonhar!

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